POEMAS & POESIAS:”Por ora, estamos perdidos.”

Por: Dr. Luiz Alberto Soares.

Versões contraditórias da minha memória. Uma história contada ao inverso e que o fim é o mesmo. Um paraíso a ser desvendado e desbravado por navegadores inocentes e principiantes, mas seguimos atracados com a nossa acomodação. PMe posiciono-me na linha de frente e não me oponho a ser atingido, desde que a gente vença essa guerra que tem abatido vários de nós.
Olhos fechadoscerrados e a venda impede que vejamos o que estamos criando. Desejos ocultos e nunca revelados. O silêncio como arma, estratégia e forma de sabedoria.
Tramas sendo articuladas em lugares secretos. Lamúrias e gritos de socorro e os ouvidos tapados para não ouvir. De repente, um tiro na calada da noite ou em pleno calor do dia, pessoas correndo e tentando se abrigarem. Bandidos comemorando o sangue que desce e jorra, e mais um inocente que cai e desfalece.
Uma guerra urbana que parece não ter fim. Todos nós amedrontados e o nariz do Pinóquio de alguns de nossos representantes que não para de crescer.
Somos penetras indigentes no circo armado para engolir a gente, como se fazia na Roma antiga.
Mas, no leito de um hospital, somos todos iguais: ricos e pobres, famosos e anônimos, belas e feras, milionários e os menos favorecidos economicamente, reis e servos.
A gente vai sendo tratado como povo de “meia-tigela”, que nada mais é que algo sem qualidade e/ou insignificante. É desse jeito que eles nos veem, podem acreditar.
Tenho vontade de mandar essas pessoas ruins irem “tomar banho” que, na época da mMonarquia, era sinônimo não só de higiene, mas também de purificação. Acreditava-se que um banho limpava, também, as desonestidades, e as impurezas da alma, e melhorava o caráter.
Quem dera fosse assim!
Mas um dia a gente muda o placar desse jogo, nem que seja na prorrogação.

Texto: Dr. Luiz Alberto Soares, Juiz de Direito e Escritor.

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