Prefeitura de Mesquita debate “SobreVivência Trans”

Evento foi organizado em alusão ao Dia da Visibilidade Trans e reuniu autoridades públicas

Na última sexta-feira, dia 4 de fevereiro, Mesquita reuniu autoridades do cenário LGBTQIAP+ para debater a “SobreVivência Trans”, em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, comemorado no dia 29 de janeiro. Entre elas, estava na roda de conversa a primeira vereadora Trans eleita no Estado do Rio de Janeiro, Benny Briolly, que atua na Câmara Municipal de Niterói.

O evento foi realizado pela Subsecretaria Municipal de Assistência Social, por meio da Coordenadoria de Diversidade Sexual. “Em Mesquita, temos um setor específico para dar apoio e promover políticas públicas voltadas para a população LGBTQIAP+. Nós, como público marginalizado, sabemos a importância disso e, principalmente, de uma coordenadoria como essa ser gerida por pessoas que fazem parte da sigla”, valorizou a representante da Secretária Municipal de Governo na coordenadoria, Paulinha Única, que é uma mulher trans.

A importância citada por Paulinha recai, ainda, em um assunto mais polêmico: a falta de emprego para pessoas trans. Maria Eduarda Aguiar, por exemplo, é a primeira advogada trans a ter seu nome reconhecido na OAB-RJ. No entanto, ela confessa ter passado por diversos processos seletivos para, depois, ser dispensada. Além dela, estiveram presentes também Ernane Alexandre, superintendente estadual de Políticas LGBTQIA+ do Rio; Jordhan Lessa, escritor e guarda municipal do Rio; Barbara Sheldon, superintendente da Coordenadoria de Diversidade Sexual de Nilópolis; e Sharlene Rosa, coordenadora do Centro de Cidadania LGBT Baixada I (Duque de Caxias).

Benny Briolly foi convidada para ir até Mesquita falar sobre a sua vivência e sobrevivência como mulher trans. Algo ainda mais importante, já que ela foi a primeira vereadora eleita do Estado do Rio de Janeiro, por Niterói. “Espaços como este, em que estamos hoje, servem para semear a esperança. Porque, todos os dias, a gente acorda sonhando com um mundo melhor. Sonhando em acabar com essas estruturas que estão engendradas na sociedade e que têm corroborado para a destruição dos nossos corpos. E querendo sonhar coisas boas”, desabafou.

Portas abertas

Para auxiliar o público LGBTQIAP+ de Mesquita, a Coordenadoria de Diversidade Sexual atua na própria sede da Subsecretaria Municipal de Assistência Social, localizada em Edson Passos. Nina Lóis é uma das pessoas assistidas pela equipe municipal. Aos 44 anos, ela saiu da Paraíba para encontrar novas oportunidades no Rio de Janeiro. “Quando eu cheguei aqui, vi uma realidade totalmente diferente e violenta. Hoje, eu moro em Jacutinga, em uma quitinete, e sofro com algumas questões de comida e emprego. Mas, felizmente, eu recebo muito apoio na cidade. Ouvi falar do evento no CRAS e pude, então, compartilhar desse momento”, relata.

“Quando precisamos de uma data específica pra lembrar de uma situação, é porque ela não tem sido vista. Ou seja, é um dia para refletir. O fato de vocês terem comparecido mostra a importância do assunto. Nossa subsecretaria acompanha, encaminha e orienta. Estamos ali para atender a todos”, 

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