Prefeitura de Nova Iguaçu interdita clínica de reabilitação incendiada por paciente; 2 pessoas morreram

A Justiça já tinha mandado fechar o espaço por problemas sanitários, mas o local continuou funcionando graças a uma manobra jurídica. Outras seis pessoas ficaram feridas.

Prefeitura de Nova Iguaçu interdita clínica de reabilitação incendiada por paciente

A Prefeitura de Nova Iguaçu interditou a Clínica de Reabilitação Caetana Greco, na Baixada Fluminense, por problemas sanitários, depois de um incêndio que deixou dois mortos e seis feridos na terça-feira (17). Segundo a Polícia Civil, o incêndio foi criminoso.

A Justiça já tinha mandado fechar o espaço, mas o local continuou funcionando graças a uma manobra jurídica.

Na decisão de maio de 2018, a juíza Meíssa Pires condenou a instituição que atende dependentes químicos e pessoas com problemas psiquiátricos a interromper as atividades enquanto não se adequasse às normas da Anvisa e também do Ministério da Saúde.

A magistrada determinou que a clínica “instalasse placas ou avisos na porta principal do estabelecimento, dando ampla publicidade da interrupção de suas atividades” num prazo de 30 dias.

A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público (MP), quando o local ainda se chamava Igreja Evangélica Ministério Cristo a Meta.

De acordo com o MP, a clínica mudou de nome e o endereço de funcionamento para fugir do cumprimento da decisão judicial.

O MP citava uma lista de irregularidades, como falta de qualificação dos profissionais, de registros de capacitação da equipe, de acessibilidade para pessoas com necessidades especiais, de locais para o lixo e até sistema elétrico em más condições de segurança.

O depoimento do dono da clínica está marcado para as 11h desta sexta-feira (20), na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.

A Secretaria Municipal de Saúde do município solicitou a transferência dos pacientes atendidos para outra unidade conveniada à clínica.

Além disso, equipes do setor de saúde mental vão fazer uma força-tarefa para atender cada caso e verificar a possibilidade de alta ou tratamento em casa.

Se não houver transferência por parte da clínica, os pacientes que precisarem de internação serão inseridos no Sistema Estadual de Regulação, do Governo do Estado, para continuar os cuidados em outras unidades especializadas.

Paciente foi detido

O paciente suspeito de provocar o incêndio foi detido. Ele também se feriu e foi levado para o Hospital de Saracuruna sob custódia.

De acordo com policiais, um outro paciente chegou a dizer que viu o homem ateando fogo em um colchão, “com a intenção de matar as pessoas que se encontravam no cômodo”.

Outra testemunha contou aos policiais que ele já havia manifestado a intenção de incendiar a clínica.

Os mortos e feridos eram pacientes do local, de acordo com a Polícia Militar. Um dos mortos foi identificado como David da Silva, de 28 anos. O nome do outro não foi divulgado.

Os feridos foram levados para dois hospitais, o Pedro II e o Geral de Nova Iguaçu. Eles têm entre 15 e 24 anos.

Fonte: G1

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