Madrasta presa por envenenar enteados teria dado querosene para criança de 6 anos

Há 20 anos, Cíntia Mariano teria tentando envenenar um menino que também era seu enteado

Adeílson Cabral, pai de Fernanda, falou emocionado sobre a morte da filha: “Ela (Cíntia) é um monstro. Quero que pague.”

Foto: Reprodução da TV Globo

Rio – Cíntia Mariano, presa no último dia 20, acusada de ter envenenado os enteados Fernanda Carvalho, de 22 anos, e Bruno Cabral, de 16 anos, com chumbinho, em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio, é suspeita de ter tentado envenenar, com querosene, um menino de apenas 6 anos, filho de seu companheiro, na época. A informação foi revelada pelo ‘Fantástico’, na noite deste domingo (29).Segundo as investigações, o próprio filho biológico de Cíntia, em depoimento à polícia, teria contado que a mãe, 20 anos atrás, tentou envenenar o menino de 6 anos, utilizando querosene na comida.

Além de Fernanda Carvalho, que morreu em março deste ano, Cíntia pode ser a responsável por outras duas mortes: do dentista Pedro Jose Bello Gomes, de 64 anos, então namorado da acusada, que morreu em setembro de 2018, e do representante farmacêutico Francisco das Chagas Fontenele, de 75, um ex-vizinho, que morreu em novembro de 2020.Depois da morte de Fernanda, Cíntia passou a ser investigada também por essas duas mortes. De acordo com a certidão de óbito, Pedro foi vítima de acidente vascular cerebral hemorrágico e de hipertensão arterial sistêmica, mas a Polícia Civil do Rio suspeita que ele possa ter sido envenenado pela companheira. Francisco tinha câncer de próstata e seu atestado de óbito informa que ele morreu de falência orgânica múltipla e metástase. Mas um fato chamou a atenção: Cíntia, que era vizinha de porta, apenas três meses após a morte de Francisco, ingressou com uma ação na 1ª Vara Cível requerendo a reintegração de posse da casa do representante farmacêutico, que teria doado o imóvel a ela.”São mortes suspeitas. As investigações estão em estágio inicial, mas o que pode se dizer agora é que morreram de maneira muito semelhante à maneira que Fernanda morreu”, disse o delegado Flávio Ferreira Rodrigues, titular da 33ª DP (Realengo), que investiga o caso.

A morte de Fernanda

Em março deste ano, Cíntia teria envenenado a enteada Fernanda Carvalho, de 22 anos. A jovem chegou a ficar internada por 12 dias, mas não resistiu. No início de maio, Bruno, de 16 anos, irmão de Fernanda, apresentou sintomas semelhantes. O rapaz começou a passar mal depois de um almoço na casa da madrasta. Ele contou ter comido um feijão amargo e com pedrinhas azuis. Bruno ficou internado por quatro dias no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, onde foi constatado ‘quadro de intoxicação exógena, causado por substâncias químicas’, segundo a polícia.Em entrevista ao ‘Fantástico’, Adeílson Cabral falou emocionado: “A minha vida daqui para frente é o meu trabalho com os livros. Em cada feira que eu for fazer, pelo menos ela vai estar do meu lado, assistindo. Ela me chamava de Homem de Ferro porque eu sempre carreguei muito peso. Livro é pesado, né. Ela me chamava de Homem de Ferro no trabalho e eu vou ser. É a única coisa que eu posso fazer.” Sobre Cíntia, sua ex- companheira, ele disse: “Ela é um monstro. Quero que pague por tudo”.

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