Rodou:”Polícia prende suspeito de chefiar gangue de falsos ambulantes que atua em praias do Rio”

Uma operação conjunta das polícias Militar e Civil prendeu, na tarde desta quinta-feira, um homem apontado como chefe de uma gangue de falsos ambulantes que atua na orla da Zona Sul do Rio. Marcio Medeiros Custódio, conhecido como Tarzan, de 44 anos, foi localizado em um quiosque na Praia de Copacabana, principal área de atuação do bando. Contra ele, foi cumprido um mandado de prisão pendente pelo crime de furto qualificado.

A investigação da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) apontou que os integrantes do bando simulam ser vendedores regulares, anunciando nas areias produtos como caipirinha, cerveja, camisas e cangas, entre outros itens comumente comercializados nas praias cariocas. Alguns deles oferecem até mesmo drogas aos banhistas, sobretudo turistas de outros estados e do exterior.

No momento do pagamento, porém, os criminosos insistem para ele seja feito com cartão, alegando não ter troco. Ao utilizar as maquininhas, que chegam a ter o visor quebrado para facilitar o golpe, acabam sendo inseridos valores exorbitantes. Os bandidos se afastam do local da transação rapidamente, para evitar serem desmascarados pelas vítimas.

Em outras situações, o falso ambulante se aproxima para oferecer algum produto e se vale da distração do cliente para, ele próprio ou com o apoio de algum comparsa, furtar pertences do alvo, como bolsas e telefones celulares, prática que foi revelada pelo GLOBO no fim de maio. De acordo com a polícia, esse tipo de crime era mais comum nas praias do Leblon e de Ipanema, mas foi estendido para outros pontos da orla da Zona Sul, em especial em Copacabana, com foco nos turistas estrangeiros.

— Estamos investigando esse grupo há quatro meses, e  essa é a primeira fase da operação. Temos diversas vítimas e inúmeros registros de ocorrência com essa prática criminosa na Praia de Copacabana, mas também no Leme, em Ipanema e no Leblon — afirma a delegada Patrícia da Costa Araújo de Alemany, titular da Deat, acrescentando que Marcio Custódio já foi preso e condenado por vários furtos qualificados.

Já o tenente-coronel Robson Cardeal, comandante do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur), festejou o fato de  a prisão ter ocorrido “através de ações de inteligência, sem necessidade de efetuar um único tiro”:

— Cerca de 80% dos delitos em Copacabana são crimes não violentos. Muitos deles envolvem essa questão de estelionato com as máquinas de cartão. Elas são usadas não só contra os turistas, mas também contra os moradores e pessoas em geral. Esperamos que, com essa prisão, tenhamos um ambiente melhor para os turistas e para os moradores e visitantes das nossas praias.

Nos últimos meses, a ação de falsos ambulantes, que se valem do disfarce para cometer crimes, tornou-se comum nas areias da cidade, sobretudo na Zona Sul e, ainda mais, em Copacabana — justamente a praia mais famosa do Brasil. Da virada do ano até o início de maio, foram contabilizadas pelo menos oito prisões nessas circunstâncias, seja pela Polícia Militar (PM), seja pela Guarda Municipal (GM-Rio) — um flagrante a cada duas semanas, portanto.

— Já abordamos suspeitos que levavam caixas de chocolate ou de outros produtos e, por baixo, no fundo, estava o que foi furtado, como cordões e até celulares. Ter uma fácil locomoção, sem toda uma estrutura acompanhando a suposta venda, colabora para esse tipo de atuação criminosa — explicou, na ocasião, o delegado e secretário municipal de Ordem Pública, Brenno Carnevale, acrescentando que a fiscalização desse tipo de prática é complexa: — Eles estão sempre circulando, e a praia tem uma extensão enorme.

No dia 1º de maio, um domingo, a GM-Rio prendeu um falso ambulante de 21 anos que havia furtado o celular, uma pochete e até uma caixinha de som de uma turista alemã. Em 13 de janeiro, o homem preso por guardas municipais — um comparsa conseguiu fugir — havia escolhido como alvo três argentinos, que perderam celulares e carteiras. Os dois casos ocorreram na Praia de Copacabana e, em ambos, os pertences foram devolvidos aos donos.

No mesmo dia da abordagem ao trio argentino, agentes em um quadriciclo da Polícia Militar, que também tem feito constantes prisões desse tipo, localizaram um falso ambulante próximo a um quiosque na Avenida Atlântica. Com ele, enrolado em uma toalha, dentro de uma bolsa com os produtos a serem supostamente vendidos, foi encontrado o celular da vítima. Há relatos que indicam o uso de cangas com o mesmo fim, e até situações em que os ladrões enterraram o item furtado na areia, com o intuito de recuperá-lo posteriormente.

Outra prisão protagonizada por PMs ocorreu no dia 10 de abril — um domingo, mais uma vez — , nas imediações da Rua Hilário de Gouveia, na faixa de areia. Assim como nos outros episódios, o celular da vítima foi achado em posse de um suposto vendedor.

Fonte: Extra Online.

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