Exposição Sertão Caxias é prorrogada até 22 de julho

Mostra no Caxias Shopping resgata a cultura nordestina, apresentando o melhor do sertão brasileiro – do artesanato típico à trajetória de Padre Cícero

Duque de Caxias – A Exposição Sertão Caxias, realizada no Caxias Shopping, ganhou mais uma semana de visitação e seguirá aberta ao público até 22 de julho. A mostra, que é uma iniciativa da Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro, com apoio da UNESCO, reúne o melhor da cultura nordestina – com suas histórias, relíquias, tradição e particularidades – e resgata a importância do Nordeste no desenvolvimento cultural do Brasil através de três temas fundamentais: a religiosidade, o meio ambiente e a economia criativa.Na exposição, que tem visitação gratuita, das 12h às 20h, o público tem acesso à literatura de cordel – gênero literário popular do Nordeste -; ao artesanato de madeira típico da região; a peças produzidas a partir do reaproveitamento de materiais e utensílios de uso diário; a biojóias feitas com semente de açaí, canela e café; a objetos de arte feitos com papel e areia, vindos do Crato, município do Ceará conhecido como o “Oásis do Sertão”; entre outras preciosidades.

Padre Cícero – 88 anos de saudade

Um dos destaques da exposição é a história de Padre Cícero, que ganha ainda mais destaque no dia 20 de julho, data de celebração aos 88 anos de saudade do sacerdote conhecido por sua influência religiosa entre o povo nordestino. Além da religiosidade, Padre Cicero é defensor do meio ambiente, devido aos preceitos ecológicos que disseminou no Nordeste. O Greenpeace, uma das mais respeitadas organizações ambientais internacionais, declarou o sacerdote como “Padroeiro das Florestas”.Sua trajetória é apresentada na exposição através de suas relíquias pessoais – como a escrivaninha em que ele trabalhava, suas cartas pessoais, seu título de eleitor e, até mesmo, alguns objetos pessoais, como pratos do dia a dia e cadeiras. Além de conhecer a história de “Padim Ciço”, como ele era conhecido, o público poderá tirar fotos ao lado de uma imagem do sacerdote, de 1,65m, esculpida por Mestre Everaldo, em Juazeiro do Norte, onde ele faleceu em 1934.A exposição dos cordéis é outro destaque da mostra. Embaixo de uma grande árvore, malas antigas estarão repletas de cordéis – folhetos com poemas populares que, no Nordeste, são expostos em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome.

O forró, gênero musical típico da região, não poderia estar de fora. Durante o período da exposição, a música popular nordestina – reconhecida como Patrimônio Histórico Brasileiro – vai ser apresentada às segundas, às quartas e às sextas-feiras para crianças da rede estadual de escolas do município.“Essa exposição é um afago em nome da arte e do desenvolvimento no povo nordestino tão presente nessa região”, diz Marcelo Fraga, museólogo e curador da exposição.Para Michelle Coutinho, gerente de marketing do Caxias Shopping, esse momento é de realização. “Essa exposição reforça nosso compromisso de democratizar a cultura para a população de Caxias”, diz.

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