Jerominho chegou a anunciar candidatura a deputado federal no início do ano

No início deste ano, Jerominho, morto a tiros na tarde desta quinta-feira em Campo Grande, anunciou que seria candidato a deputado federal nas próximas eleições. Ele era filiado ao partido Patriota. No entanto, logo após o anúncio, o ex-vereador foi preso devido a uma condenação antiga por extorsão a mão armada contra motoristas de vans, um crime cometido em 2005. Menos de uma semana depois, ele foi solto porque a Justiça detectou que Jerônimo Guimarães Filho já havia cumprido o total da pena a que tinha sido condenado.

O prosseguimento da candidatura, não era visto com bons olhos dentro do partido, já que ele estava inelegível. Jerominho, então, passou a declarar apoio ao Coronel Sérgio Porto, pré-candidato a deputado federal, e ao deputado estadual Jalmir Junior, que tenta novo mandato na Assembleia do Rio. Na última semana, Jerominho usou as redes sociais para oficializar o apoio aos candidatos e escreveu: “Tenho certeza que a população estará bem representada com esses dois homens”.

Fundador do maior grupo miliciano do estado, Jerominho foi alvo de um ataque na frente do centro social que mantém, na Estrada Guandu do Sapê. Ele foi socorrido para o Hospital Oeste D’or, mas não resistiu. O cunhado de Jerominho, identificado como Mauricio Raul Atallah, que o acompanhava na ocasião, também foi baleado e socorrido pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Municipal Rocha Faria. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, até a noite de ontem, ele seguia internado em estado grave.

Jerominho foi baleado por três homens encapuzados e armados com fuzis que saltaram de um Cobalt pouco antes das 16h. Imagens de câmeras de segurança da região, que já foram apreendidas pela Polícia Civil, mostram que a ação durou 10 segundos. Quando foi baleado, Jerominho havia acabado de sair de seu centro social, acompanhado pelo cunhado.


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