Jornal Povo

Lula confirma participação em ato das centrais sindicais pelo dia 1º de maio

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta segunda-feira que vai participar do ato pelo Dia do Trabalhador no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. O evento é organizado pelas centrais sindicais, base de apoio de Lula e historicamente próximas à sua gestão.

Pela manhã, Lula confirmou sua presença no ato pelas redes sociais e afirmou que a sua “prioridade é recuperar direitos perdidos nos últimos anos e melhorar a vida do povo brasileiro”.

“Bom dia. Logo mais estarei em São Paulo, no ato das centrais sindicais no 1º de maio. Ontem anunciamos o reajuste do salário mínimo para R$ 1.320 e isenção do imposto de renda até R$ 2.640, medidas para valorização de trabalhadores. Nossa prioridade é recuperar direitos perdidos nos últimos anos e melhorar a vida do povo brasileiro. E essa data tão simbólica voltará a ser um dia de conquistas. Feliz 1º de maio!”, escreveu Lula.

Até este domingo, o Palácio do Planalto não havia confirmado a presença do presidente no ato. Na sexta-feira, constava na agenda oficial de Lula um voo para São Paulo, cancelado horas antes do embarque. No sábado, o presidente precisou voar para o estado para o velório de uma afilhada, mas acabou retornando para a capital federal horas depois.

Ontem, em pronunciamento nacional, Lula confirmou o reajuste do salário mínimo para R$ 1.320 e a isenção do imposto de rende até R$ 2.640. O presidente afirmou, ainda, que vai enviar ao Congresso um projeto de lei para tornar permanente a regra que prevê reajuste anual do salário mínimo acima da inflação. A a política de reajustes do salário mínimo terá como referência o PIB cheio mais a inflação.

Sindicalistas queriam correção desde 2019

A proposta inicial das centrais era recuperar as perdas acumuladas depois de 2019, quando o governo Bolsonaro passou a considerar apenas o reajuste pela inflação. A política de valorização do salário mínimo passou a valer em 2007, após acordo do governo Lula com centrais sindicais. A mudança foi convertida em lei em 2015, com vigência até 2019.

De acordo com os cálculos dos sindicalistas, se a estratégia não tivesse sido suspensa, o salário mínimo seria de R$ 1.391 em 2023, bem acima dos R$ 1.302, atualizados apenas pelo INPC de 2022. Pelo valor anunciado a partir de 1º de maio, de R$ 1.320, as perdas são de 5,4%.