Jornal Povo

Aliado de Lira é exonerado do MEC após operação da PF em Alagoas

Alexsander Moreira era diretor de Apoio à Gestão Educacional da Secretaria de Educação Básica e responsável por recomendar o repasse de verbas

Alexsander Moreira é alvo da Operação Hefesto Eugenio Barreto/SEDUC-SE
Alexsander Moreira, funcionário do Ministério da Educação (MEC) e um dos alvos da Polícia Federal na Operação Hefesto, foi exonerado pelo governo Lula nesta segunda-feira, 5. A corporação investiga fraudes e lavagem de dinheiro na venda de kits robótica para escolas em Alagoas.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União hoje, mas entrou em vigor no dia 1 deste mês. O ministro Rui Costa, da Casa Civil foi quem assinou a portaria.
Moreira era diretor de Apoio à Gestão Educacional da Secretaria de Educação Básica do MEC, onde avaliava o cumprimento de metas do PNE (Plano Nacional de Educação) e era responsável por recomendar o repasse de verbas. Ele ainda é apontado como um dos aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Após a deflagração da PF, ele foi afastado do cargo.

A Operação Hefesto deflagrada na última quinta-feira, 1, pela Polícia Federal. Durante a ação, os agentes cumpriram mandados em endereços de pessoas ligadas a Arthur Lira.

 

A operação realizada em quatro estados e no Distrito Federal, mirava um grupo suspeito de desviar R$ 8 milhões em uma fraude praticada entre 2019 e 2022. Segundo a Polícia Federal, os equipamentos foram comprados para 43 municípios no estado do Alagoas com verbas do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE).

A PF iniciou a apuração da possível fraude após uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo informar que a empresa Megalic, de Maceió, chegou a cobrar cerca de R$ 14 mil por kit as prefeituras do estado do Alagoas. No entanto, a empresa teria adquirido os kits por um valor muito menor (R$ 2.700) de um fornecedor no interior do estado de São Paulo.

 

Após isso, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou ao governo federal a suspensão dos repasses e dos contratos com a empresa para a compra dos objetos.

 

A PF cumpriu 27 mandados de busca e apreensão nos seguintes estados:
  • Maceió (AL): 16
  • Brasília: 8
  • Gravatá (PE): 1
  • São Carlos (SP): 1
  • Goiânia (GO): 1