Jornal Povo

Circulação do ramal Saracuruna é interrompida por cama atirada do viaduto da Mangueira

Objeto danificou o pantógrafo, dispositivo que alimenta o trem por corrente elétrica, e comprometeu a rede aérea

Cama foi jogada do viaduto de Mangueira e atingiu a rede aérea dos trens da Supervia — Foto: Divulgação/Supervia

Na manhã desta quinta-feira (28), uma cama jogada do viaduto da Mangueira, na Zona Norte, interrompeu a circulação de trens no ramal Saracuruna, após atingir e danificar a rede área do sistema. O episódio suspendeu completamente o serviço no ramal, que foi reaberto parcialmente apenas às 8h20.

O objeto atingiu o pantógrafo, dispositivo que alimenta o trem por corrente elétrica, comprometendo a rede aérea. A Supervia estima que mais de 17 mil passageiros ficaram sem as viagens de trens, o mesmo número de clientes na quinta-feira passada, até as 9h.

Até a última atualização, o ramal Saracuruna operava com circulação de trens somente entre as estações Gramacho e Penha, com intervalo de 50 minutos. As demais estações encontram-se fechadas para embarque e desembarque.

Em nota, a SuperVia “lamenta o transtorno ocasionado e lembra que recolhe o lixo despejado em todo o sistema ferroviário com apoio do poder local”. O recolhimento do material despejado é diário e realizado durante a madrugada com uso de locomotivas com caçambas, tratores e retroescavadeiras. São recolhidos mensalmente 52 vagões gôndola (o equivalente a 1.200 m³) de lixo.

A empresa ainda ressalta “que o despejo irregular de lixo em áreas próximas à linha férrea pode provocar diversos problemas, desde saúde pública e crime ambiental a acidentes com as composições”, afirma outra parte da nota.