Jornal Povo

Paciente do Into, no Rio, diz que está há 10 anos na fila de espera por uma cirurgia na coluna

Cerca de 11.500 pacientes esperam por uma cirurgia no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Caju, na Zona Portuária do Rio. Tem paciente que já está na fila há 10 anos, como o Paulo Roberto Talaveira Martins, que está sem remédios desde setembro de 2019 e não tem esperanças este ano de conseguir fazer a cirurgia na coluna.

Os pacientes reclamam que sentem dores insuportáveis e não têm previsão de quando serão operados e o sofrimento terá fim. Ninguém sabe quando essa fila vai voltar a andar.

Paulo Roberto e a mulher Lucimar Dias Dutra Martins têm problemas crônicos na coluna. O casal espera na fila de cirurgias há anos. E dizem que o único remédio que ajuda a aliviar as dores está em falta. Eles estiveram no Into para tentar mais uma consulta e continuam sem previsão para a cirurgia.

“Já estou na fila há uns 10 anos esperando uma cirurgia na coluna. A última posição que eu tive é que estou no número 114 ou 115. E tenho certeza que esse ano não vou ser operado. Conclusão: minha coluna está piorando cada vez mais, já caí na rua por falta de força nas pernas, meus dedos dos pés são dormentes durante 24 horas”, disse o paciente.

Paulo Roberto diz ainda que ao ligar para o Into para saber se o remédio já chegou, não tem informação alguma. Os funcionários são proibidos de dar essa informação por telefone.

“Moro em Pedra de Guaratiba (Zona Oeste). Tem gente que mora em Petrópolis, Teresópolis. Eles poderiam informar. Ligou para cá e tem o remédio, você vem buscar. Se não tem você fica em casa”, disse Paulo Roberto acrescentando que isso só aumento o sofrimento dos pacientes.

Lucimar diz que as dores causadas por uma hérnia de disco aumentam por causa da artrose. Ela também está sem remédios desde setembro e diz que ninguém informa ao certo o que está acontecendo.

“A única certeza que eu tenho é que venho aqui e não tem remédio”, disse a paciente.

O diretor do Into foi convidado pela produção do Bom Dia Rio para explicar o que está acontecendo com a fila que não anda e a falta de remédios, mas não apareceu. O Into, em nota, disse a falta de remédios é de responsabilidade do governo do estado.

Disse também que no ano passado aumentou o número de cirurgias e que para 2020 prevê reduzir a fila em 10%.

Via: G1

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