Polícia do RJ prende homem considerado o braço direito do miliciano Ecko

Uma força tarefa da Polícia Civil do Rio prendeu, na manhã deste domingo (17), Cristiano Lima de Oliveira, conhecido como Jiraya. Ele é considerado o braço direito do chefão na hierarquia da quadrilha, Wellington da Silva Braga, o Ecko.

Jiraya foi preso em uma casa em Paciência, na Zona Oeste. Com ele a polícia apreendeu uma pistola Glock.

Disque Denúncia oferece recompensa por informações que levem à prisão de Ecko — Foto: Divulgação
Disque Denúncia oferece recompensa por informações que levem à prisão de Ecko — Foto: Divulgação

Jiraya é investigado há anos pela polícia do Rio. Um dos inquéritos é o homicídio de um morador de Paciência, que teria sido morto após ter pisado, sem querer, no pé do miliciano durante uma festa de rua em 2017.

De acordo com a polícia, Jiraya era traficante e trocou de lado. Atualmente ele seria o responsável pela Favela de Antares, em Santa Cruz.

O miliciano está sendo encaminhado para a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Além dos agentes da especializada, participaram da ação policiais da Subsecretaria de Inteligência, da 59ªDP (Caxias) e da 64ª DP (Vilar dos Teles).

História do grupo criminoso

Ecko é o chefe da maior milícia do RIo, a Liga, que atua na Zona Oeste explorando o controle de postos de combustíveis, transporte irregular e até a extração de saibro.

O criminoso nunca foi policial e herdou o grupo criminoso do irmão, Carlinhos Três Pontes, ex-traficante e morto em 2017 em uma ação da polícia.

Inicialmente atuando nos bairros de Campo Grande, Santa Cruz, Cosmos, Inhoaíba e Paciência, na Zona Oeste, a Liga da Justiça chegou ao seu auge em 2007, com assassinatos e controle econômico da região.

Na época, os chefes da milícia eram Ricardo Teixeira Cruz, o Batman; Toni Ângelo Souza Aguiar, o Toni Angelo; e Marcos José de Lima, o Gão, todos ex-policiais.

Com todos presos após operações em 2007 e 2008, a configuração da milícia mudou. Carlinhos Três Pontes passou a liderar o grupo. Diferente dos antecessores, ele era ex-traficante do Morro Três Pontes, em Santa Cruz, e tornou-se o chefe do grupo até ser morto.

Fonte: G1

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