Joia 2021: pedido no profissional, John Kennedy prega paciência, mas sonha com dupla com Fred

O torcedor do Fluminense que acompanha mais de perto o clube certamente já ouviu falar em John Kennedy. Não de um dos mais icônicos presidente dos EUA, mas sim do atacante de 18 anos, destaque e artilheiro do Sub-20 em 2020. E quem ainda não ouviu, pode ser que escute bastante neste ano que está começando. E por isso, ele foi escolhido como representante do Tricolor na série “Joias 2021”.

O nome marcante foi ideia do pai, que queria que o filho, se um dia fosse famoso, tivesse um nome que ficasse na memória das pessoas.

– Antes, quando eu era mais novo, eu não gostava. Achava um nome muito difícil, feio, não achava um nome normal. Mas depois de um tempo me acostumei e passei a gostar – disse o garoto, que hoje mora com o pai próximo ao CT da base tricolor, em Xerém.

Mas John tem começado a ganhar notoriedade não pelo nome diferente, mas pela bola que vem jogando. Tanto que frequentemente tem sido pedido pelos torcedores no time profissional. Perguntado se estaria preparado para subir à equipe principal e se acha que isto deverá ocorrer em breve, ele disse:

– Todo atleta de base se sente preparado para esse momento, espera muito esse momento. Eu me sinto preparado. Estou focado no Sub-20, mas se o professor Marcão precisar de mim, estarei preparado. Depende do meu rendimento dentro de campo. Tem etapas. Não posso pular as etapas. Tem que ser nos tempos dos caras e os caras sabem o momento certo.

Rápida evolução na base

Subir tão cedo aos profissionais não seria algo tão surpreendente na carreira do jovem atacante, que tem vivido uma ascensão acelerada na base do Flu. Hoje cotado nos profissionais, John chegou ao clube no fim de 2017 quando tinha 15 anos. Mineiro de Itaúna, cidade que fica a 80km de Belo Horizonte, foi descoberto pelo gerente de captação tricolor Ricardo Corrêa, após se destacar na Taça BH daquele ano pelo Social, de São João del-Rei/MG.

– Mesmo trabalhando muito eu não achei que tudo seria tão rápido. Venho aproveitando as oportunidades, mas não imaginei que seria tão rápido.

Fama de “carrasco”

Em 2019, no Sub-17, alternou períodos como titular e reserva nas disputas do Campeonato Carioca e da Copa do Brasil da categoria. E começou a mostrar seu faro de gol. Em 39 jogos, balançou as redes 16 vezes, com destaque para dois gols, incluindo o do título, nas finais do estadual, contra o Flamengo.

John Kennedy, em vitória do Fluminense sobre o Flamengo no Sub-17 em 2019 — Foto: Mailson Santana / FFC
John Kennedy, em vitória do Fluminense sobre o Flamengo no Sub-17 em 2019 — Foto: Mailson Santana / FFC

Marcar sobre o Rubro-Negro, aliás, não é novidade para John Kennedy. Naquele ano, foram cinco no arquirrival, o que lhe rendeu o apelido de “Carrasco”. Na última segunda-feira, o atacante voltou a balançar as redes em um Fla-Flu. Fez um golaço no jogo de ida das quartas de final do Brasileiro Sub-20 e lembrou da fama na comemoração.

– Falei “é carrasco mesmo”. Só para lembrar. É bom sempre ter um reconhecimento, principalmente em um clássico desse tamanho, dessa expressão.

E o Fluminense precisará, mais do que nunca, dos serviços de “carrasco” de John Kennedy no jogo da volta, na próxima segunda-feira, em Laranjeiras. O Tricolor acabou levando a virada, perdeu por 3 a 1 para o Fla e precisa reverter a situação para chegar às semifinais.

– Está todo mundo bem animado, bem focado. Estamos trabalhando firme, para chegarmos no jogo de segunda-feira e viramos o placar. Vamos em busca da classificação.

A temporada 2020, que se encerra apenas em janeiro de 2021 em razão da pandemia de Covid-19, marca a primeira de John Kennedy na categoria Sub-20. Ele começou o ano como reserva na Copa São Paulo de Futebol Júnior, mas deu seu recado ao marcar em dois dos três jogos que entrou. Rapidamente ganhou o status de titular no Brasileiro Sub-20 graças a boas atuações e gols – incluindo um hat-trick sobre o Palmeiras. Em 28 jogos na temporada, está a um de igualar os 16 do ano anterior.

John Kennedy em Fluminense x Cruzeiro pelo Brasileiro Sub-20 — Foto: Gilvan de Souza / FFC
John Kennedy em Fluminense x Cruzeiro pelo Brasileiro Sub-20 — Foto: Gilvan de Souza / FFC

Experiência no Sub-23

O bom desempenho fez John Kennedy ser chamado, de outubro para cá, para períodos com o grupo Sub-23, que treina no CT Carlos Castilho, para ser observado mais de perto pela comissão técnica profissional. E mostrou serviço: fez dois gols nos sete jogos do Brasileiro de Aspirantes que disputou. No Sub-23, o garoto teve a oportunidade de ser comandado por Marcão, hoje treinador da equipe principal.

– Foi uma experiência boa. É um cara que trabalha bem, dá muito apoio a quem chega de Xerém. Gostei muito de trabalhar com ele.

John Kennedy arrisca bicicleta em Grêmio x Fluminense pelo Brasileiro Sub-20 — Foto: Agência Estado
John Kennedy arrisca bicicleta em Grêmio x Fluminense pelo Brasileiro Sub-20 — Foto: Agência Estado

Nas idas ao CT Carlos Castilho, John teve contato também com os jogadores do time profissional, alguns deles, seus ídolos:

– Fred, pela história toda que ele tem no clube, é minha maior referência. Ele conversou bastante comigo, me orientou muito nos treinos. Me ajudou bastante. Gosto muito do Ganso também. São minhas principais referências no Flu. Marcos Paulo, Miguel… Também ajudam bastante, dão muita moral para a gente.

John Kennedy em treino no CT do Fluminense — Foto: Mailson Santana / FFC
John Kennedy em treino no CT do Fluminense — Foto: Mailson Santana / FFC

Goleador, John disse gostar de jogar em qualquer uma das posições do ataque, como centroavante, segundo atacante ou aberto pelas pontas, e já teve seu estilo comparado ao de Evanilson.

– Algumas coisas, sim. Velocidade, força, finalização, faro de gol… Tem algumas características parecidas, mas cada um com sua personalidade. Mas gosto dessa comparação. É bom ser comparado com um cara de alto nível como ele.

O garoto, porém, disse se sentir mais à vontade como um segundo homem de frente, ao lado de um camisa 9 de ofício. E se esse camisa 9 for Fred, então… Perguntado se sonha formar uma dupla de ataque com o ídolo, não titubeou:

– Já imaginei, claro. Fazer dupla de ataque com Fred? Quem não vai imaginar uma coisa dessas? Seria um sonho. Falta mais um pouquinho ainda, mas é um sonho que vai se tornar realidade, se Deus quiser!

Europa de olho

O destaque de John Kennedy na base também já abriu os olhos do mercado internacional. Em julho, o jornal português “A Bola” noticiou que o Benfica monitora o atacante, que renovou recentemente com o Fluminense até 2024.

John Kennedy, Fluminense, Benfica — Foto: Reprodução / A Bola
John Kennedy, Fluminense, Benfica — Foto: Reprodução / A Bola

O futebol europeu, como para qualquer outro jovem jogador da idade, é um objetivo. Mas antes disso, John tem sonhos a realizar aqui no Brasil

– Não fico por dentro desses assuntos. Não sou de ficar tocando nesse assunto. Estou focado no Fluminense. Tenho o sonho de me tornar jogador profissional no Fluminense. Nem tudo depende de mim, mas eu quero jogar pelo Fluminense primeiro para só depois ir para Europa.

Fonte: GE

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